Los Angeles- Califórnia, na noite de
quinta-feira, dia 25 de Junho. O telefone de emergência de uma das maiores
universidades do estado toca. Na linha, uma voz desesperada pedindo uma
ambulância urgente. Infelizmente, a ambulância não chega a tempo de socorrer a
vitima. Em volta da mansão carros de polícia e ambulância, e dentro, três
crianças tentando entender a confusão.
Uma hora depois, na mansão da família
Jackson o telefone toca. A senhora Jackson atende e sem entender muito bem o
ocorrido, se dirige ao local da tragédia. Chegando lá, ela e sua filha Latoya
acharam as três crianças: Prince, Paris e Blanket, apavorados, procurando pelo
pai que acabara de ir para o hospital. Elas e as crianças se dirigiram para o
hospital. Sem notícia a respeito do pai Paris diz a avó:
-Vovó, eu não quero ficar órfã. Ouvindo
aquelas palavras Katherine Jackson se desmanchou em lágrimas.
Na manhã seguinte, é anunciado pela TV o
ocorrido:
-“Estamos anunciando, em luto, que
infelizmente o cantor Michael Jackson faleceu na noite passada”.
No Brasil uma garota de nome Beatriz, que
era fã do cantor recebe a notícia e desesperada liga para sua mãe, que estava
trabalhando, para dar a trágica notícia.
No mesmo dia começaram a circular
especulações sobre a morte de Michael, à qual ainda era um mistério. No dia
seguinte foi anunciado o dia do funeral que seria no Stample Center Stadium, em
Los Angeles. Assim que ficou sabendo Bya e sua mãe compraram as passagens e conseguiram
as pulseiras, que seriam o ingresso para o funeral.
Chegando em Los Angeles, hospedaram-se
em um hotel e foram ao shopping comprar roupas para irem ao funeral. Chegou o
dia, e Bya ansiosa ainda não acreditara no que havia ocorrido e assistindo aos
noticiários surgiram dúvidas a respeito de como realmente Michael teria
falecido. Na hora, onze horas da manhã começara o funeral.
Na opinião de Bya, mais parecia um
espetáculo, um show, do que um funeral. Mas nada comparado à magnitude de um
espetáculo feito pelo próprio Michael. Logo depois do show, em homenagem ao
cantor, Bya, por coincidência, encontrou Paris, filha de Michael. Tentando
apelar para o consolo mútuo começaram a conversar. Durante a conversa surgia
ainda mais dúvidas. Paris convidou Bya para o funeral particular que era só
para amigos e familiares.
No funeral particular Paris começou a
contar para Bya o que acontecera com seu pai nos últimos dias de vida.
-Meu pai estava empolgado com a turnê,
estava na ativa e iria fazer o que mais amava. Mas, ultimamente, estava
cansado, pressionado e teve uma briga feia com o executivo de sua gravadora.
-Sobre o que eles brigaram? Perguntou
Bya.
-Meu pai reclamou sobre a pressão que
estava sentindo, mas o executivo disse que ele teria de cumprir com o contrato.
-Mas as acusações contra o médico?
-Conrad Murrey? Sinceramente, nem sei
mais em que pensar. Hoje preciso voltar na mansão, pegar algumas coisas. Quer
ir comigo? Meu motorista nos leva, acho que vou precisar de alguém comigo.
-Claro, vou sim, vai ser emocionante
para mim! Entrar na casa do meu cantor preferido, Michael Jackson.
As duas se dirigiram à mansão. Chegando
lá, Paris passou longe do quarto do pai, enquanto Bya, louca para entrar, pediu
permissão à garota e foi correndo para o quarto. Percebendo a demora de Bya,
Paris criou coragem e entrou no quarto. Lá estava Bya com um ponto de
interrogação em cima da cabeça.
-O que você está fazendo aí? Perguntou
Paris.
-Tentando entender.
-Entender o quê?
-Por que esse vidrinho com sobra de um líquido
verde ficou na cabeceira da cama.
-Papai tinha comprado remédios.
Paris cheirou o vidrinho.
-Eca! Isso tem cheiro horrível!
-Vamos fazer uma pesquisa sobre esse
liquido? Perguntou Bya.
-Bom, tem um computador em um cômodo
perto da sala de estar e podemos dar uma olhada na internet.
As duas desceram para o andar de baixo
da mansão. Passando pela sala de estar, Paris contou sobre o que viu na hora da
discussão de Michael com o executivo.
-Ele disse que papai precisava compor e
gravar novas músicas. Papai era muito influente no meio em que trabalhava. Gravando
novo álbum, a gravadora ganharia mais dinheiro. Mas papai ficou anos sem subir
em um palco, não tinha o mesmo pique.
-Você acha que ele seria capaz de...?
-Não sei, mas ele é suspeito.
As duas fizeram a pesquisa e descobriram
que o nome no rótulo não era o do líquido.
-Que estranho! Comentou Bya.
Bya e Paris foram embora levando o
frasco e decidiram ir a um especialista para descobrir do que se tratava.
-Trata-se de uma mistura de erva de
maconha com proporfol e vodca. Não foi difícil identificar. Disse o
especialista.
-Drogas, remédio e álcool, isso explica
a overdose. Disse Bya.
-Bya você acha que o executivo seria
capaz de entregar isso para o meu pai?
-Que motivos ele teria para fazer isso?
-Você tem razão, ele só teria o que
perder com morte do papai.
-Acho que... Talvez seja mesmo o Murrey
ele entende dessas coisas.
No dia seguinte, Paris ligou para Bya
para ir com ela e sua família pegar o resto das coisas. Na sala da mansão, Bya
diz à Paris que está voltando para o Brasil. Com sede, as duas vão à cozinha e
acham uma bolsa.
-De quem é essa bolsa? Perguntou Bya.
-Acho que é da Maria, ela deve estar na
casa dela, que é nos fundos da mansão. Aliás, ela é brasileira. Bom, deixa eu devolver para ela.
Quando Paris pega a bolsa, um vidro
comum e um líquido verde cai no chão.
-O que é isso, Paris?
-Não sei, mas tem o mesmo cheiro forte
daquele vidrinho que encontramos no quarto do papai. Será que... Meu Deus, não
quero nem imaginar!
-O que Paris? Você acha que...
-Era Maria quem dava os remédios nos horários
para o papai.
-Ela teria motivos para matar seu pai já
que trabalhava com ele?
-Não sei... Não, não teria, eles se
davam super bem. Mas o líquido se parece com o que achamos.
-Isso é verdade. E se levássemos ao
especialista, só para garantir.
Chegando ao especialista foi confirmado
que era a mesma mistura: droga, remédio e álcool. Decidiram, juntas, voltar ao
quarto de Michael. Vasculharam tudo e no canto perto do guarda-roupa acharam um
brinco sem seu par. Paris reconheceu como sendo de Maria. Confusas, sentam-se
para discutir o assunto.
-Foi ela Bya, ela matou o meu pai!
-Calma Paris! Vamos pensar. Ela dava
remédios para o seu pai, então tinha fácil acesso aos medicamentos.
-Então ela trocou o rótulo do remédio e
deu a mistura para meu pai, foi isso.
-Mas porque ela faria isso já que não
tinha motivos?
-Bem...
A herança, lógico. Papai disse que ela faria parte do testamento. Ela o
matou para conseguir o dinheiro que só teria com a morte do papai.
Paris e Bya contaram tudo o que
descobriram para a polícia. Conrad Murrey foi libertado e Maria condenada a 50
anos de prisão. Bya voltou para o Brasil e contou a historia às suas amigas.
Paris depois de superar o trauma seguiu carreira de atriz. As duas se tornaram
grandes amigas e nunca perderam contato. Mais tarde, Paris estreou um filme
contando essa história nos cinemas.
Beatriz- 9º ano
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